quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O VALOR DA VIDA


O dinheiro pode comprar uma cama maravilhosa, mas não pode comprar um sono tranquilo. Pode comprar as mais finas iguarias, mas não pode comprar o apetite. O dinheiro pode comprar uma casa maravilhosa, mas jamais comprará um verdadeiro lar. O dinheiro pode comprar as mais finas roupas, mas não compra a elegância. O dinheiro pode comprar uma noite de prazer, mas não um grande amor. Pode comprar o remédio, mas não a saúde. Onde está realmente o verdadeiro valor da vida?

Nem sempre as pessoas param para refletir sobre o verdadeiro significado das coisas. Iludem-se com a riqueza vinda do acúmulo de bens e, principalmente, do dinheiro. Trocam a vida pela incessante busca dos valores materiais.

Acreditam que, ao se sacrificarem trabalhando de sol a sol, finalmente ao fim da vida farão juz à riqueza e consequentemente à felicidade. Poucos percebem que tropeçam na riqueza  todos os dias, sem se darem conta que são felizes e que a felicidade não depende o dinheiro. Há uma antiga história que fala de um grande imperador que, ao ver sua morte se aproximar, chamou um de seus vassalos e fez a seguinte observação. Quando eu morrer, quero que meu caixão seja carregado pelos melhores médicos desse reino. Que  toda minha fortuna, ouro, joias, dinheiro, seja espalhada pelo cortejo até o cemitério e, por último, que minhas mãos fiquem estendidas fora do caixão.

Sem nada entender, o criado pediu explicações sobre esse pedido inusitado. O imperador então explicou. Quero que as pessoas vejam que, por mais rico que uma pessoa seja e mesmo que ela possa pagar os melhores médicos, ela não conseguirá vencer a morte. Não há medicina, nem se conhece nenhuma ciência que tenha vencido a morte, mesmo quando há enormes verbas investidas. Quando peço que espalhem minha fortuna pelo caminho quero que todos saibam que por mais rico e poderoso que alguém possa ser, não poderá comprar a morte. Tudo que aqui adquirimos aqui ficará. Ninguém levará bens materiais junto a si. Até entendo essas mensagens de vida, meu senhor - disse o criado - mas porque as mãos para fora do caixão? Então o imperador prosseguiu: É para que todos vejam que nós viemos para este mundo de mãos vazias e é dessa forma que sairemos dele.

Com certeza esta história nos serve de reflexão. Antes de valorizarmos o dinheiro, a riqueza, deveríamos dar real valor ao milagre da vida. Quando se vai a um hospital podemos encontrar lá muitas pessoas que dariam tudo para poder respirar, sem aparelhos, o ar que nós temos de graça. Quantos não gostariam de beber uma pura e suave água, sentindo aquele maravilhoso frescor quando este precioso líquido passa pela garganta e se aloja em seu organismo, ao invés de submeter-se a agulhas que levam soro a suas veias?! Ou então poder conversar com as pessoas, ver os amigos, conversar com os filhos, receber um abraço, dar um grande beijo, ao invés de ser submetido a amargos remédios, dolorosas aplicações de drogas em seu corpo?!

Onde você deposita seus valores? Em qual banco? Em qual cofre? Saint-Exupéry escreveu que  “Apesar da vida humana não ter preço, agimos sempre como se certas coisas superassem o valor da vida humana”. No entanto, basta uma pequena reflexão para entendermos que nada tem mais valor na vida que a própria vida. Com todos seus contratempos, com todas suas mazelas, a vida ainda é o nosso maior bem. Porque então não investir mais numa vida plena e maravilhosamente rica em saúde, cercada de bons amigos.





Jornal Online “A Voz de Lourdes” – Novembro de 2017
Compilação e Edição: Sérgio Bonadiman - Revisão e Publicação: Dermeval Neves
Responsabilidade: PASCOM Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - Vila Hamburguesa – SP
Site da Paróquiahttp://www.pnslourdes.com.br

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